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Golden Cross pretende descredenciar 1.500 médicos
01/12/2006

Recife - A operadora de plano de saúde Golden Cross solicitou ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) a alteração no termo de ajustamento de conduta firmado em 2000 com a Federação das Cooperativas de Especialidades Médicas de Pernambuco (Fecem). A empresa quer descredenciar 1.500 médicos de cinco cooperativas associadas à Federação.
Segundo Ivana Botelho, promotora de Justiça de Defesa da Saúde, a Golden Cross argumentou que tem uma rede de médicos que continuará na prestação de serviços para atender aos usuários do plano de saúde - 12 mil pessoas. Ivana lembra que, em 2000, a Golden Cross quis fazer um descredenciamento em massa e não haveria médicos suficientes para os seus clientes. Mas o termo de ajustamento de conduta garantiu a manutenção do contrato com a Fecem. 'De 2000 para cá, a Golden perdeu quase a metade dos usuários', conta. Ivana acredita que a quantidade de profissionais que a empresa manterá mesmo sem a Fecem será suficiente, mas aguardará documento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre o assunto. Caberá ao Ministério Público aceitar ou não a alteração do termo de ajustamento.
Para Carlos Japhet, diretor da Fecem, o descredenciamento vai afetar a qualidade dos serviços da Golden. 'Muitos pacientes vão romper relações de anos e anos com os seus médicos', concorda Mário Lins, presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe). O Sindicato realizará uma assembléia para decidir o que fará. O JC procurou a Golden Cross, no final da tarde de ontem, mas não conseguiu contato.

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