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O escândalo da Asefe
03/02/2006

O juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública, Marco Antônio da Silva Lemos, atendendo a requerimento do promotor Ivaldo Lemos Júnior, da 5ª Promotoria da Defesa do Patrimônio Público e Social, intimou nove pessoas e três entidades que são suspeitas de terem se beneficiado com mais de R$ 20 milhões desviados dos cofres da Associação de Assistência aos Servidores da Fundação Educacional do Distrito Federal (Asefe).
O dinheiro, até onde se apurou na época da investigação policial e de deputados distritais, acabou aplicado nas eleições de 1998, beneficiando políticos da esquerda, que agora serão convocados a dar explicações. A suspeita é que os recursos da entidade tenha abastecido uma espécie de caixa dois, financiando gastos de campanha, o que parece não ser novidade na vida política do País.
A novidade, aliás, é o caso seguir em frente, em um momento em que vemos tribunais impedirem que investigações a respeito da vida política do País, com a seguida interposição de liminares e outras medidas jurídicas. O País precisa reescrever sua história e, para isso, terá de esmiuçar as entranhas do poder e punir culpados por abusos e mau uso do dinheiro público e privado em campanhas políticas.
No caso da Asefe não é diferente. A sociedade quer saber o que foi feito com a contribuição paga pelos servidores da Fundação Educacional e porque ela foi parar em mãos estranhas. As investigações na esfera judicial vão levar, com toda a certeza, à culpa daqueles que se beneficiaram com dinheiro de forma irregular. Espera-se que no caso dos mensalões e recursos não-contabilizados não seja diferente.


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