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Cancelamento de registro atingiu 1.227 operadoras
08/08/2006

A Agência Nacional de Saúde Suplementar divulgou que, até dezembro de 2005, 1.227 operadoras tiveram seus registros cancelados: 163 por descumprimento legal, 69 por adequação legal, 50 por liquidação extrajudicial, 20 por incorporação, 49 por ausência de operação e 876 por pedido de cancelamento.
 O total de operadoras ativas é de 1.729.Para o diretor de Normas e Habilitação das Operadoras, Alfredo Cardoso, o momento é de saneamento do mercado, em que as operadoras que não possuam garantias financeiras encerram operações, para permitir a estabilização do segmento. ´Não vão sobreviver todas. A saúde suplementar está longe de ser um céu de brigadeiro.
O momento não é de calmaria, mas apresenta boas perspectivas.´Cardoso explica que fatores como aumento da exigência dos beneficiários, envelhecimento da população, conflitos entre os agentes do setor e falta de recursos levarão as empresas a novos modelos de gestão.
 ´Para auxiliar estas mudanças, entre outras ações, a ANS pretende criar um modelo de solvência com as operadoras, já que a insolvência causa impacto sistêmico nos hospitais e laboratórios, sobrecarrega o sistema público e deixa o beneficiário exposto ao risco de ficar sem assistência.
´Como forma de garantir a sustentabilidade do setor e o atendimento aos beneficiários, a ANS quer que as operadoras aumentem suas garantias financeiras. Até o final de 2005, 76% das empresas estavam enquadradas no Documento de Informações Periódicas das Operadoras de Planos de Saúde (DIOPS) e a provisão de risco chegou a 80%.
´A garantia somou R$ 4,88 milhões e a meta para 2006 é que a provisão de risco atinja 100%.´Também estão em discussão a portabilidade da carência, os planos de saúde para idosos e a criação de uma rede de responsabilidade social na saúde suplementar.

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