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Mais 3 empresas poderão reajustar planos
06/08/2006
ANS autorizou Bradesco, Itauseg e Sul América a aumentarem em 11,57% os contratos assinados antes do ano de 1999
Na sexta, Amil e Golden Cross tiveram permissão para aplicar reajuste de 11,46%; ao todo, 754 mil clientes serão afetados
Planos de saúde individuais e familiares das operadoras Bradesco, Itauseg e Sul América contratados antes de 1º de janeiro de 1999 foram autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a sofrer reajuste de 11,57%. Segundo nota divulgada ontem no site da agência, mais de 582 mil pessoas serão afetadas por este aumento.
Na sexta-feira, a agência já havia autorizado as empresas Amil e Golden Cross a aplicar reajuste de 11,46% aos seus planos antigos. São aqueles não adaptados à lei 9.656, de 1998, que exige que o contrato estipule claramente como deve ser feito o reajuste anual.
Somando o número de afetados pelos dois aumentos, chega-se a 754 mil pessoas, o que, de acordo com a ANS, representa 1,79% dos cerca de 42 milhões de usuários de planos de saúde existentes no Brasil.
Para obter a permissão para o reajuste, as operadoras são obrigadas a apresentar anualmente à ANS um pedido formal, contendo uma sugestão de índice justificado com base em uma planilha de custos. A agência então avalia as propostas e tende a estabelecer como índice a sugestão de menor valor. Os planos novos -contratados após o dia 1º de janeiro de 1999- tiveram reajuste de 8,89%, conforme anunciado há cerca de um mês.
Segundo a Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg), não é adequado comparar a inflação geral medida por qualquer índice de preços à dos custos de assistência à saúde, que servem de base para a sugestão do índice, porque esta vêm subindo em ritmo superior ao do custo de vida no Brasil e em qualquer outro país.[1]
A Seguros informou que o boleto de cobrança relativo ao mês de julho já trará os valores devidamente corrigidos. Os responsáveis pela Itauseg e pela Sul América não foram encontrados pela Folha.
Fonte:
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