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Planos em estado terminal (segunda parte)
12/04/2006

Insatisfação com serviço chega a 48%
Pesquisa realizada pela Associação Pro Teste com usuários de planos de saúde mostra que o índice de insatisfação com os serviços chegam a 48%, no caso de algumas operadoras. Os clientes só não mudam de plano devido aos prazos de carência exigidos na troca de convênios.

A principal queixa entre os 1.266 entrevistados é a negativa de atendimento, nos casos de exames e cirurgias, apesar do pedido do médico. Outra reclamação constante é a cobrança do chamado cheque-caução, que é proibido nos casos de usuários com as mensalidades pagas.

A associação pesquisou usuários de 184 planos administrados por 16 empresas em dez cidades do país, entre 7 e 23 de janeiro. Na média, a nota geral atribuída pelos usuários aos convênios foi 7,8.

Os prazos de carência, exigidos pelas empresas conforme prevê a legislação, são apontados pela Pro Teste como um empecilho para a dinâmica do mercado. A carência máxima é de 180 dias para exames, consultas e cirurgias, 300 dias para partos e dois anos para doenças preexistentes.

A Pro Teste defende projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados sobre a portabilidade dos planos. A proposta é permitir que o usuário possa contar o tempo em que ficou em um plano como prazo de carência na troca de empresa. O projeto está parado na Comissão de Seguridade Social e Família.

A entidade informou que vai encaminhar carta à Agência Nacional de Saúde (ANS) e ao Ministério da Saúde pedindo punição mais severa aos planos com falhas no atendimento, redução das mensalidades para usuários com mais de 50 anos e oferta de planos acessíveis com serviços integrais. Atualmente, o país tem 35 milhões de usuários de planos de saúde

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