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São Luiz utiliza hipotermia para reduzir chances de sequelas neurológicas em recém-nascidos
05/01/2010

Pesquisas comprovam que a técnica aplicada em bebês que tiveram asfixia ao nascer faz cair de 30% para 19% as sequelas neurológicas

A hipotermia, procedimento que consiste em baixar a temperatura corporal do bebê entre 33ºC a 34ºC, está sendo usada com sucesso em recém-nascidos que apresentam falta de oxigenação cerebral, problema que pode ocasionar graves e irreversíveis danos neurológicos. A equipe de neonatologistas do Hospital São Luiz São Luiz adotou a hipotermia neuroprotetora em 18 recém-nascidos com quadro de asfixia moderada ou grave, entre 2008 e 2009.

O tratamento é iniciado em até 6 horas após o nascimento e enquanto a temperatura corporal é reduzida, há constante monitoramento do sistemas neurológico e cardiorespiratório. A terapia diminui o metabolismo cerebral, a liberação de neurotransmissores e o influxo de cálcio intracelular . Com isso reduz-se a falência energética cerebral, processo iniciado imediatamente após a falta de oxigenação e que leva à morte dos neurônios.

O procedimento foi avaliado em estudos controlados e randomizados no período neonatal e atualmente é considerado uma opção de tratamento para reduzir danos cerebrais. Segundo os neonatologistas do São Luiz, a técnica só é usada e recomendada em casos de asfixia graves, mas está sendo avaliada para tratamento neurológico pós-parada cardíaca em adultos e crianças e pós-traumatismo crânio encefálico.

Resultados da Terapia

Mundialmente, a falta de oxigenação atinge de um a dois casos para cada mil nascimentos e pode levar à paralisia cerebral, com sequelas motoras e cognitivas. A hipotermia tem sido utilizada como prevenção e seus resultados benéficos têm sido comprovados em pesquisas. Estudos internacionais comprovam que houve diminuição em 24% do índice de mortalidade em bebês vítimas da asfixia, além da redução de 30% para 19% das sequelas neurológicas aos 18 meses de idade.

Recentemente, um estudo feito pelo Imperial College de Londres, na Inglaterra, constatou que resfriar o corpo de bebês para 33 ou 34 graus °C após o nascimento, em casos de asfixia, ajuda a reduzir de 30% a 40% os riscos de lesões neurológicas em áreas do cérebro relacionadas ao desenvolvimento da criança. Esse estudo será publicado em janeiro de 2010, na revista britânica "Lancet Neurology".  

Os pesquisadores observaram, também, que os recém-nascidos tratados com essa técnica apresentaram três vezes mais chances de ter resultado de ressonâncias magnéticas normais.

Sobre o Hospital e Maternidade São Luiz

Um dos mais avançados e maiores hospitais do país, o São Luiz é composto por três unidades (Itaim, Morumbi e Anália Franco) e é referência nacional como hospital geral, pronto-atendimento, diagnósticos e maternidade. A rede tem 803 leitos, 11 mil médicos credenciados e 4,5 mil funcionários. Por mês, realiza 4,4 mil internações, 3,4 mil cirurgias, 50 mil pronto-atendimentos e 69 mil exames através de seus centros de diagnósticos, além de 13 mil partos ao ano. A maternidade está entre as principais do país e a UTI Neonatal é referência na América Latina. A rede foi a primeira do Brasil a implementar o conceito de hotelaria hospitalar e possui avançado centro cirúrgico, referência em cirurgias neurológicas, urológicas, cardiovasculares e torácicas. Desde 2001, é o hospital oficial do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. O Hospital ainda conta com programas de Gestão de Qualidade e três Centros de Estudos, um em cada unidade.
 
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