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Evolução no tratamento da dor crônica é destaque do 10º Simbidor
28/09/2011

Terapias atuais oferecem menos efeitos colaterais e garantem maior adesão dos pacientes ao tratamento da dor crônica

São Paulo,  setembro de 2011– A evolução no tratamento da dor crônica é tema de destaque da 10ª edição do Simpósio Brasileiro e Encontro Internacional sobre Dor (Simbidor), que acontece entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, em São Paulo, reunindo especialistas nacionais e internacionais. De acordo com a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), uma em cada cinco pessoas no mundo sofre de dores crônicas. No Brasil, estima-se que mais de 40 milhões enfrentam o problema. A doença tende a ser negligenciada, pois passa a fazer parte do dia a dia do paciente.

De acordo com um relatório de 2009 do Mayday Fund, uma entidade sem fins lucrativos, a dor crônica afeta mais de 70 milhões de americanos e custa à economia do país mais de 100 bilhões de dólares por ano. Outro estudo dos Estados Unidos indica que até 44% da população sente dor regularmente. Um terço dos pacientes disse que a intensidade da dor era “tanta que às vezes dá vontade de morrer”. Quase metade afirmou que gastaria com o tratamento todas as suas posses se houvesse certeza que assim a dor acabaria.

Em geral, a dor é protetora: um sistema para avisar o corpo sobre doenças ou lesões nos tecidos. Essa é a conhecida dor aguda; quando o tecido sara, a dor some. Entretanto, quando ela persiste muito depois de cumprida sua função, a dor se transforma na patologia da dor crônica. Este é o tipo de dor que a natureza não consegue curar, que não se resolve com o tempo, que só piora.

De acordo com Dr. Patrick Stump, fisiatra do Instituto Lauro de Souza Lima e do Grupo de Dor da Neurologia do Hospital das Clínicas da FMUSP, houve uma grande evolução no tratamento da dor crônica. “Há 15 anos, os medicamentos tinham mais efeitos colaterais. Hoje, os medicamentos são mais seguros e com menos efeitos indesejáveis, garantindo uma adesão maior ao tratamento”, diz  o fisiatra.

“A duloxetina, antidepressivo dual, é um dos tratamentos mais modernos para a dor crônica. Ela age na recaptação da serotonina e noradrenalina e estimula o sistema supressor de dor. Desta forma, atua na inibição da sensibilização central, além de agir no humor do paciente que geralmente está alterado em função do sofrimento crônico”, acrescenta o fisiatra.

Para aliviar as dores, é comum o uso de analgésicos. No entanto, no caso das dores crônicas, a dose precisa ser constantemente ajustada e o uso contínuo desse tipo de medicamento pode causar o chamado “efeito rebote”, que é a tendência de um medicamento provocar o retorno dos sintomas que estão sendo tratados. Os anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos também são utilizados no tratamento de dores crônicas, mas os efeitos colaterais dificultam sua administração e prescrição.

A duloxetina (Cymbalta®), diferentemente dos analgésicos, é um medicamento que atua diretamente no sistema nervoso central, responsável pela resposta ao estímulo da dor no organismo. Quando o paciente apresenta uma dor crônica, a duloxetina ajuda a equilibrar os níveis dos neurotransmissores serotonina e noradrenalina no organismo, amenizando a dor.

Sobre a dor crônica
Definida pela Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), a dor crônica é aquela que persiste por mais de três meses. Uma grande parte das dores crônicas se instala na ausência de um gatilho ou doença estrutural identificável por exames clínicos e complementares como, por exemplo, a fibromialgia, a lombalgia e as cefaleias crônicas.

Quando não tratada, a dor crônica traz prejuízos tanto para a saúde do paciente quanto em termos de impacto socioeconômico. “A dor crônica pode ter efeitos devastadores na qualidade de vida dos pacientes, ônus psicossocial, financeiro e impactar seriamente no sistema público e privado de saúde”, alerta o neurologista Dr. Rogério Adas Ayres de Oliveira, Membro do Centro de Dor da Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “Dor crônica tem alta prevalência, pode chegar a 50%, dependendo do grupo populacional. Mesmo assim, ainda é precário o entendimento dos profissionais de saúde quanto aos mecanismos da dor e a forma de abordar o paciente, bem como as políticas de saúde para a prevenção e a detecção precoce das condições de dor crônica” alerta o especialista.

“A dor se torna crônica por meio da sensibilização das vias nociceptivas - vias neurais que veiculam a experiência de dor até o cérebro -, ou seja, estas vias ficam sensibilizadas, com atividade exacerbada e descontrolada. Em paralelo, na dor crônica também ocorre a inativação das vias que modulam a dor no sistema nervoso” explica Dr. Rogério Adas Ayres de Oliveira. “Tais vias também interferem na manutenção do humor, o sono, entre muitas outras funções no sistema nervoso. Por esse motivo, é que os portadores de dor crônica são comumente ansiosos e/ou depressivos e apresentam insônia, entre outras manifestações”, observa o especialista.

Agenda
10ª edição do Simbidor - Simpósio Brasileiro e Encontro Internacional sobre Dor
Data: 29 de setembro a 1º de outubro
Local: Hotel Maksoud Plaza (Alameda Campinas, 150 01404-900 - São Paulo)

Simpósio “A evolução no tratamento da dor crônica”
Data: 29 de setembro
Local: Sala São Paulo
Horário: 12h15
Palestrantes:

  • Dr. Rogério Adas Ayres de Oliveira, neurologista, Membro do Centro de Dor da Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
  • Dr.Patrick Stump, fisiatra, do Instituto Lauro de Souza Lima e do Grupo de Dor da Neurologia do Hospital das Clínicas da FMUSP.
  • Dra. Marta Imamura, fisiatra, Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC - USP. Presidente da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação e Vice-Presidente da Sociedade Internacional de Medicina Física e de Reabilitação.

 

Sobre a Dor Crônica
Agenda
10ª edição do Simbidor - Simpósio Brasileiro e Encontro Internacional sobre Dor
Data: 29 de setembro a 1º de outubro
Local: Hotel Maksoud Plaza (Alameda Campinas, 150 01404-900 - São Paulo)

Simpósio “A evolução no tratamento da dor crônica”
Data: 29 de setembro
Local: Sala São Paulo
Horário: 12h15

Palestrantes:
Dr. Rogério Adas Ayres de Oliveira, neurologista, do Grupo de Dor e Equipe Neurológica do Hospital Santa Catarina e Membro do Centro de Dor da Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas da FMUSP.

Dr.Patrick Stump, fisiatra, do Instituto Lauro de Souza Lima e do Grupo de Dor da Neurologia do Hospital das Clínicas da FMUSP.

Dra. Marta Imamura, fisiatra, Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC - USP.

Sobre a Eli Lilly
A Lilly, uma corporação orientada pela inovação, está desenvolvendo um crescente portfólio de produtos farmacêuticos através das pesquisas mais recentes de seus laboratórios em todo mundo e de colaborações com organizações científicas renomadas. Sediada em Indianápolis, Indiana, a Lilly fornece respostas - através de medicamentos e informações - para algumas das necessidades médicas mais urgentes no mundo.  No Brasil, onde está presente há 66 anos, a Lilly é uma das mais importantes indústrias farmacêuticas, sendo uma das líderes nas áreas de saúde mental, diabetes, oncologia e saúde da mulher.

 

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