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OCDE alerta para aumento da população idosa no Brasil
06/08/2006
O Brasil é conhecido como um país de jovens. Mas um dos impactos significativos na economia brasileira nas próximas décadas será o envelhecimento da população num ritmo mais acelerado do que nos países industrializados.
A avaliação é da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em estudo que circulou entre os 30 países-membros dessa entidade, conhecida como clube dos ricos. Embora alertando que as projeções de longo prazo devem ser tomadas com cautela, a OCDE estima que o envelhecimento da população é um desafio tanto para emergentes como para nações ricas.
Basta ver que a fatia da população acima de 65 anos de idade é projetada para crescer em média 80% nas sete maiores economias industrializadas até 2050, quase 90% na Rússia, e ainda mais rápido no Brasil, China e Índia.
No Brasil, o número de pessoas com mais de 65 anos passaria de 5,4% no ano 2000 para 19,2% em 2050, um aumento de 255%. A situação brasileira é destacada porque seus gastos públicos somente com aposentadoria representam uma fatia do Produto Interno Bruto (PIB) maior do que na média das nações industrializadas.
As despesas com aposentadoria e a necessidade de financiar o déficit do sistema previdenciário reduzem a verba para assistência a crianças e idosos no Brasil, onde são parcela relativamente pequena do gasto social, bem abaixo da média da OCDE. "Restaurar a sustentabilidade financeira do sistema de seguridade social é pré-requisito para gastos sociais melhor redistributivos", diz a entidade.
Em todas as regiões do planeta, a idade das populações vai aumentar fortemente. Apenas a Índia terá idade média abaixo dos 40 anos nas próximas décadas. No Japão e na Itália, essa média passará dos 50 anos. Em termos absolutos, o desafio maior será na China, com 330 milhões de idosos, e na Índia com 240 milhões. Em todos esses países, o número de pessoas com mais de 80 anos deve aumentar mais rapidamente. Envelhecimento populacional e desenvolvimento econômico mudam os estilos de vida, ampliando as doenças do coração e câncer. A OCDE não examina outros impactos para a economia, como no consumo, no turismo etc.
Na China e na Índia, os gastos com aposentadoria são bem mais baixos do que no Brasil, mas beneficiam uma fatia relativamente pequena da população. A mensagem é de que reformas são necessárias para melhorar os gastos sociais nos emergentes.
Fonte:
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