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Avanço: Brasil já possui 2 milhões de doadores de medula óssea
11/01/2011

Investimentos ampliaram o Redome em 16 mil %, em 11 anos, e transformaram o cadastro brasileiro no terceiro maior do mundo

Rio (07/12) - O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) aumentou em 16 mil% nos últimos 11 anos (2000-2011) e acaba de atingir a marca de 2 milhões de doadores voluntários de medula óssea.  O cadastro brasileiro é o terceiro maior do mundo, atrás apenas do registro norte-americano e alemão.  Para os brasileiros, o aumento do cadastro amplia as chances de encontrar doadores compatíveis, principalmente para aqueles pacientes que não têm parentes compatíveis. 

Nos últimos sete anos, os transplantes de medula óssea cresceram 57,51% no Brasil, incluindo os três tipos – aparentado, autólogo (medula retirada da própria pessoa) e entre não-aparentados, cujos doadores são procurados no Redome. O crescimento do cadastro possibilitou o aumento de 240% desse tipo de procedimento, entre 2003 a 2009. “Em 2010, 67% dos transplantes foram realizados com material encontrado no Redome. Dos 156 transplantes de medula óssea, 87 contaram com doadores nacionais, informa Luís Fernando Bouzas, diretor do Centro de Medula Óssea do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

O acesso ao Redome é feito pelo próprio médico por meio de sistema  informatizado. Hoje, há cerca de 1.200 pessoas procurando por um doador compatível no cadastro. Anualmente, no Brasil, são realizados, em média, 1.800 transplantes, dos quais 150 entre não aparentados que foram localizados por meio do cadastro.

A quantidade de doadores em potencial cresceu de forma exponencial, motivada por campanhas de sensibilização promovidas pelo Ministério da Saúde por meio do INCA, responsável pelo REDOME. “Como a chance de se encontrar um doador não-aparentado é de uma em cem mil, foram  mobilizados hemocentros, laboratórios, ONGs, instituições públicas e privadas e a sociedade em geral”, finaliza Bouzas.

Rede de vida

Para aumentar ainda mais as chances de encontrar doador compatível, desde 2004, o Ministério da Saúde criou a Rede BrasilCord, que está implantando bancos públicos de sangue de cordão umbilical e placentário em todas as regiões do país. O sangue de cordão umbilical é outra fonte para o transplante de medula óssea. Hoje, existem 11 bancos em diversas regiões do país para contemplar a diversidade genética da população. A coleta, o processamento e o armazenamento são totalmente financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A meta é chegar a 13 bancos públicos de sangue de cordão umbilical este ano. Os bancos em funcionamento estão localizados em São Paulo (4), Rio de Janeiro (1), Distrito Federal (1), Florianópolis (1), Belém (1), Porto Alegre (1), Recife (1) e Fortaleza (1).

Mais informações:
Assessoria de imprensa do INCA
imprensa@inca.gov.br
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