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MANAGED CARE - Crescimento e desenvolvimento
14/09/2006

Embora apoiada pela legislação, a assistência médica — Managed Care — é uma decorrência da iniciativa privada, datando de 60 anos atrás. O ano de 1929 marcou uma mudança na organização da assistência médica nos Estados Unidos, com o estabelecimento do plano das cooperativas de saúde rurais em Oklahoma. Um grupo de fazendeiros vendeu $50.00 em cotas de um hospital novo e concedeu cuidado médico a cada acionista com uma taxa de desconto. Um orçamento anual foi projetado para cobrir os custos com cuidado médico. Também em 1929, dois médicos da Califórnia, na cidade de Los Angeles, fecharam um contrato pré-pago para prover cuidados abrangentes de saúde a 2000 empregados da companhia de água.

Estes dois planos marcaram o início do Managed Care, que cresceu a ponto de mais de 50% dos cidadãos em algumas regiões daquele país serem hoje atendidos por um plano deste tipo. Vários outros planos de medicina de grupo e pré-pagamento começaram entre 1930 e 1960, e desfrutaram de muitos anos de crescimento próspero, apesar da forte oposição das associações médicas locais. Atualmente, mais de uma dúzia de estados têm pelo menos um quarto de sua população conveniada a tais planos, sendo Massachusetts o líder, com quase a metade de seus cidadãos recebendo cuidado médico através de empresas de Managed Care.

Os que mais se destacaram entre os planos fundados neste período foram a Group Health Association, em Washington (1937), o Kaiser-Permanente Medical Care Program, em 1942 — o maior, mais conhecido e melhor distribuído nacionalmente protótipo de HMO — e o Health Insurance Plan of Greater New York (1947).

Uma variante do plano de pré-pagamento surgiu em 1954, quando uma cooperativa de médicos (IPA — Individual Practice Association) foi estabelecida na Califórnia. Uma sociedade médica municipal, temendo a concorrência da Kaiser-Permanente, montou uma fundação pré-paga de cuidado médico. Durante os anos 80 e até a década de 90, estas IPA's cresceram muito mais rapidamente do que qualquer outro grupo ou equipe no modelo HMO.

Estes últimos modelos conduziram à proliferação de planos de Managed Care. As HMO's assumiram a responsabilidade de fornecer uma gama variada de serviços de saúde a populações conveniadas, a uma taxa anual fixa. Além disso, através da combinação entre cobertura para o paciente externo e internação em um único plano, a HMO possibilitou reduzir a hospitalização simplesmente substituindo alguns serviços pela assistência ambulatorial, menos custosa. Contrariamente, médicos que adotavam o sistema tradicional (fee-for-service) não tinham o incentivo para reduzir o acesso à hospitalização.

O fator principal no sucesso das HMO's era o desejo dos médicos de aceitarem o risco financeiro ao prestar cuidados de saúde a grupos de conveniados. Se tais profissionais associados à HMO incorressem em despesas que excedessem os custos orçados, então parte ou todo o déficit teria de ser absorvido por eles mesmos.
Muitos médicos resistiram em compartilhar o risco financeiro da prática de grupo HMO ou de modelo de equipe, mas se apresentaram mais dispostos a aceitar o modelo fee-for-service da IPA (embora as taxas fossem freqüentemente reduzidas através de contrato entre a IPA e a organização de HMO).


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