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Aumenta a expectativa de vida do brasileiro
05/12/2006

A expectativa de vida do brasileiro aumentou em dois meses e dois dias em 2005 na comparação com o ano anterior, passando, assim, para 71,9 anos. A informação é da pesquisa Tábua da Mortalidade, divulgada sexta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 1980, ano em que a entidade fez a primeira pesquisa nesse sentido, a expectativa era de 62,5 anos. Desde 2000, quando o levantamento passou a ser feito anualmente, o brasileiro ganhou mais 1 ano e meio de vida. Em 2006, a expectativa de vida deve chegar a 72,1 anos.

Segundo o analista do estudo, Juarez de Castro Oliveira, as variações entre os estados apontam para a existência de um "fosso abissal" no Brasil.

Em Brasília, que ocupa o primeiro lugar do índice, com expectativa de 74,9 anos, uma pessoa vive em média 8,9 anos a mais que em Alagoas, onde a expectativa é de 66 anos. "Devido a desigualdades sócio-regionais, como melhores condições médico-sanitárias”, diz Oliveira.

Apesar da diferença, o pesquisador diz que está havendo queda na desigualdade. Em 2000, por exemplo, a comparação entre Brasília e Alagoas mostrava uma diferença de 9,8 anos.

Ele explica que o aumento da expectativa de vida foi realmente maior nos estados que tinham os índices mais baixos, caso de Alagoas, Maranhão (ganho de 2,1 anos em cada um deles) e Pernambuco (2 anos).

“Programas com os médicos de família estão sendo favoráveis para esse ganho, mas a verdade é que mais fácil obter uma redução onde a mortalidade é mais alta”, pondera o coordenador.

Os menores ganhos ficaram com o Distrito Federal (1,2 ano), Santa Catarina (1,3 ano) e Rio Grande do Sul (1,4), que tradicionalmente são os mais favorecidos.

Na comparação do ranking mundial, o Brasil ficou na 82ª posição em 2004 em relação aos 192 países acompanhados pela Organização das Nações Unidas (ONU). Os dados de 2005 devem colocar o país na 80ª posição, junto com Belize e Líbano.

Rio com maior diferença entre homens e mulheres

O Rio de Janeiro é o estado com a maior diferença na expectativas de vida entre homens e mulheres. A informação consta na pesquisa Tábua da Mortalidade, divulgada hoje (1) pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2005, essa diferença foi de 8,9 anos, contra a média nacional de 7,6 anos. Segundo o coordenador da pesquisa, Juarez Oliveira, “a violência e acidentes de trânsito são os principais fatores responsáveis por esse número, especialmente entre os jovens”.

De acordo com o IBGE, as diferenças por sexo apresentaram poucas mudanças no período estudado. Em 2000, a expectativa de vida dos homens era de 66,7 anos e a das mulheres, de 74,4 anos – ou seja, variaram em 7,7 anos. No Rio de Janeiro, os números passaram de 9,2 para 8,8 anos no mesmo período.

O segundo estado com a maior diferença é o Ceará – 8,8 anos a mais para as mulheres –, seguido por São Paulo, com 8,5 anos.

Em Tocantins, com 4,4 anos, Roraima (4,9 anos), Acre (5,2 anos) e Rondônia (5,5 anos) foram detectadas as menores diferenças.

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