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Vida longa, mas com qualidade.
12/04/2006
O Dia Mundial da Saúde, comemorado no último dia 07, traz ao debate questões importantes como longevidade e qualidade de vida. Além da prevenção, muitos hospitais e planos de saúde já contam com tratamentos alternativos para minimizar os problemas de saúde que ocorrem na chegada da terceira idade.
Que o brasileiro está vivendo mais, ninguém dúvida. De 1940 até hoje, a expectativa de vida no país aumentou em 60% e atualmente é de 71 anos contra 62 na década de 80. A multiplicação de idosos no Brasil e no mundo levanta uma série de questões, uma delas é como atingir a terceira idade com saúde e qualidade de vida. As lições de longevidade passam por uma alimentação saudável, atividade física regular, ocupação mental e até uma vida social ativa, ou seja, com estas atitudes é possível prevenir grande parte das doenças precoces que atingem o ser humano.
Prevenção também é a saída que muitas empresas estão buscando para reduzir os custos com a saúde dos funcionários e até diminuir as faltas ao trabalho. Com a análise individual de cada colaborador e um diagnóstico precoce de sua condição física, é possível desenvolver programas específicos de prevenção, retardando o aparecimento de doenças e até eliminando o risco do surgimento da maioria delas.
Pesquisas recentes mostram que conhecer detalhadamente os usuários de uma carteira e adotar medidas de prevenção customizadas podem reduzir em até 46% o gasto com o tratamento médico desta população. De acordo com o gerente e médico da Home Doctor, Dr. Carlos Eduardo Lodovici Tavolari, a Análise de Carteira é uma ferramenta de diagnóstico empresarial que tem se mostrado eficaz na gestão de custos com saúde. "Com ela, além de prevenir possíveis doenças, é possível quantificar quanto cada um gasta com saúde e direcionar estes recursos para um tratamento mais eficaz", afirma. A análise identifica, ainda, os doentes crônicos, como por exemplo, diabéticos, cardiopatas, hipertensos, ou seja, aqueles que precisam de acompanhamento e atenção especial, melhorando sua qualidade de vida e evitando consultas e internações recorrentes. Pesquisas realizadas com estes grupos apontam que é possível se chegar a reduções de custo de 48% com internações hospitalares, 43% com atendimentos ambulatoriais e 44% com exames, quando monitorados periodicamente. Assim, pacientes portadores de doenças crônicas podem viver anos sem perder a qualidade.
Visando uma longevidade mais saudável, além da prevenção, o avanço da medicina nas últimas décadas, trouxe também, o prolongamento da vida de pacientes com alguns quadros clínicos específicos. As Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), estão cada vez mais equipadas com aparelhos de alta tecnologia, e ainda, há a possibilidade de manter, em casa, um doente com quadro clínico estável, como pacientes com Alzheimer, pacientes em recuperação de Acidente Vascular Cerebral, pacientes portadores de síndromes genéticas, entre outros.
A assistência médica domiciliar já é um serviço disponibilizado por grande parte dos planos de saúde. Ela pode ser classificada de duas formas. Uma é a internação domiciliar, que é o serviço prestado ao paciente como alternativa complementar à hospitalização com a instalação de toda estrutura necessária (recursos humanos, insumos, equipamentos, materiais e medicamentos), a outra é o atendimento domiciliar que se caracteriza pela visita do profissional de saúde ou procedimento periódico realizado na casa do paciente. Na internação domiciliar é instalada na casa do paciente uma estrutura similar a de um hospital, já o atendimento domiciliar conta com visitas periódicas de profissionais da área da saúde.
A dona-de-casa aposentada Nadyr Mattos Silveira Martins, 88 anos, portadora de diabetes, hipertensão e labirintite, é uma das pacientes que tem se beneficiado do atendimento em casa desde junho de 2003. "Eles já sabem do meu histórico, os remédios que eu tomo, enfim, acompanham de perto a evolução do meu quadro clínico", afirma Dona Nadyr.
As novas pesquisas para trazer mais qualidade e prolongar a vida de pacientes com doenças graves também têm mobilizado a comunidade médica em todo o mundo. Com o avanço da tecnologia e o auxílio de equipamentos especiais é possível manter um paciente em casa, com os mesmos recursos de um hospital. É o caso do professor universitário, Vagner José Oliva, 59 anos, que ficou tetraplégico devido a uma doença neurológica progressiva e está em tratamento domiciliar com respirador artificial e conta com todos os recursos necessários. "Tenho uma equipe especializada que me acompanha semanalmente em casa. É muito melhor que nos tempos de hospital, o atendimento é muito mais caloroso e estou perto da minha família", lembra. Nestes casos, o tratamento recebe o auxílio da família que ajuda cuidar do paciente proporcionando um incentivo a mais para enfrentar a doença
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