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Nova técnica para tratamento de fraturas por osteoporose dá alta a paciente em 24 horas
18/08/2011

A osteoporose é uma doença que acomete 25% da população brasileira. Segundo a Fundação Internacional da Osteoporose, cerca de 40% das mulheres correm o risco de ter uma fratura em decorrência do mal.

De acordo com o neurocirurgião e especialista em doenças da coluna, Dr. João Luiz Pinheiro Franco - um dos autores da obra referência em cirurgia de coluna Conceitos Avançados em Doença Degenerativa Discal Lombar-, a medicina conta com uma técnica avançada e revolucionária chamada cifoplastia, que permite uma rápida recuperação do paciente, sua reintegração à sociedade, menos tempo de internação e sem necessidade de grandes cortes. 

A cifoplastia surgiu de outra técnica descoberta na década de 1980, a vertebroplastia
O médico francês Hervé Deramond, em Amiens, na França, inventou uma técnica que consistia na aplicação, por cânulas através da pele, de uma espécie de cimento ósseo para fortalecer vértebras quebradas (por tumor) e aliviar a dor. A técnica, de tão eficiente, logo se estendeu para as fraturas de coluna por osteoporose.

Alguns anos depois, os cientistas desenvolveram uma evolução desta técnica, que consistia na criação de cavidades nas vértebras fraturadas poróticas, através da insuflação de balões por meio de cânulas que atravessam a pele (sem necessidade de grandes incisões). Através  destas cânulas, o cimento cirúrgico é injetado nas cavidades novas dentro do corpo da vértebra quebrada.

Exemplo desse procedimento ocorreu com a paciente Olga Carletti, 74 anos e que teve quatro fraturas na coluna por osteoporose. Olga passou pela cifoplastia com resultados imediatos. Desde os 47 anos de idade, ela sofria com as implicações severas da osteoporose. Em 2004, ela quebrou o colo do fêmur e colocou pino. No entanto, as dores continuavam intermitentes e cada vez mais fortes. Em maio deste ano, Olga foi operada e no outro dia já estava andando. Ela recebe o acompanhamento de um reumatologista e faz fisioterapia toda semana.

Segundo Pinheiro Franco, a nova técnica diminui em muito o sofrimento dos pacientes que, até certo tempo atrás, passavam por aborrecimentos bem maiores. O tratamento se baseava em medicamentos,  coletes, repouso no leito, e assim apareciam uma série de problemas”, opinou o médico.    

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