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O mercado de Planos em destaque na revista Isto É Dinheiro (Página 2 de 3)
09/02/2006
DINHEIRO - O caso da Interclínicas é uma exceção ou outras empresas grandes podem ter o mesmo destino?
FONSECA - Permanecendo o controle de preços, em dois anos não vai ter mais nenhum plano individual no mercado. A única coisa que vai sobrar vão ser os planos empresariais, nos quais há a possibilidade de acerto de preço.
DINHEIRO - Os planos para empresas são imunes à crise?
FONSECA - Não. Esta é a ilusão do momento no mercado de planos de saúde. Todas as empresas estão anunciando que não vão mais vender planos individuais e familiares, só empresariais. Mas se o custo da medicina continuar subindo no ritmo em que está, se o governo não fizer nada para segurar o custo da medicina, as empresas clientes não vão ter condições financeiras de aceitar os reajustes necessários.
DINHEIRO - E aí o que acontece?
FONSECA - Vai começar a rotatividade. A empresa vai sair desta operadora e mudar para outra que, para pegar o cliente, põe o preço mais para baixo. Até que uma outra ofereça um preço ainda menor e comece tudo de novo. No longo prazo, os planos empresariais terão problemas.
DINHEIRO - Qual é a saída para conter os custos médicos?
FONSECA - Hoje em dia, o que impacta mais no custo médico é o preço de medicamentos e materiais cirúrgicos. Então, o governo podia ter uma lista de medicamentos e materiais que não são fabricados no Brasil e isentá-los de impostos. Ou o governo tira o imposto ou subsidia esse material, para fazer com que o custo da medicina caia.
DINHEIRO - E o que não é importado?
FONSECA - É preciso que o governo passe a olhar os fornecedores desses materiais, como agulha, seringa, tudo isso. Porque senão os planos de saúde não vão agüentar. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) poderia fazer um controle de tudo isso. O Idec e o Procon, que se preocupam em defender o consumidor, deviam começar a discutir isso. Como baixar o custo da medicina, para que os planos fiquem mais baratos, para trazer mais gente para dentro do sistema, diminuir a sobrecarga do SUS e todo mundo ter um atendimento melhor?
DINHEIRO - O senhor defende o controle de preços para remédios?
FONSECA - Deveria haver um preço único para todos esses materiais, determinado pela Anvisa. Aí, um hospital quer cobrar 10% de taxa de comercialização? Cobra. O outro quer cobrar 30%? Cobra. Só precisa ver se o plano de saúde quer pagar aquele de 30%.
DINHEIRO - Não é contraditório defender controle de preços para o fornecedor de medicamentos e livre competição para as operadoras de planos?
FONSECA - Eu acho que não. Da mesma forma que o fornecedor vai ter 5% de lucro, eu me contentaria de ter meu custo totalmente planejado e saber que eu também vou ter 5% de lucro.
DINHEIRO - O senhor diria que os planos têm feito sua parte para se adequar à nova realidade do mercado?
FONSECA - A partir do momento em que surgiu essa obrigatoriedade de o plano de saúde ter que cobrir tudo, inclusive os tratamentos muito complexos, que custam fábulas, nós fizemos de tudo. Instituímos auditoria interna, auditoria externa, pré-análise de contas... Se os reajustes dados pela ANS continuarem inferiores ao custo da medicina, acabaram as alternativas.
DINHEIRO - O que acontecerá?
FONSECA - O que a gente já está vendo. Os planos e principalmente as seguradoras estão todos começando a ter problemas. Quero ver a hora em que um desses planos grandes, de 2,5 milhões de vidas, falar: "acabou a brincadeira, tchau!" A ANS vai tomar conta desses clientes? Vai administrar essas carteiras? Ninguém vai querer comprar planos deficitários. Muita gente ficará desassistida.
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