Estudo clínico demonstra que o medicamento reduziu significativamente os níveis de açúcar no sangue e não causou hipoglicemia em pacientes idosos com diabetes tipo 2
São Paulo, abril de 2009 – Resultados de um estudo clínico apresentado na última edição do Congresso Anual da Sociedade Americana de Gerontologia demonstraram que o medicamento sitagliptina, comercializado pela Merck Sharp & Dohme sob a marca Januvia, reduziu significativamente os níveis de açúcar no sangue em idosos com diabetes tipo 2 e não foi associado à hipoglicemia (níveis baixos de açúcar no sangue), um problema comum em pacientes com idade avançada.
“A população idosa representa um desafio para o tratamento do diabetes tipo 2, na medida em que vários fatores podem afetar a capacidade de reduzir a glicemia até a meta desejada”, afirma o pesquisador Nir Barzilai, diretor do Instituto de Pesquisa sobre Envelhecimento e Fisiologia Básica Animal do Centro de Treinamento em Pesquisas sobre Diabetes da Faculdade de Medicina Albert Einstein.
O estudo clínico de 24 semanas de duração envolveu 206 pacientes de 65 anos ou mais (média de idade de 72 anos) com níveis basais de HbA1c (glicose no sangue) de 7,0% a 10,0% (média de 7,8%). Os participantes foram divididos em dois grupos: 102 receberam sitagliptina e 104 receberam placebo. No grupo que recebeu sitagliptina, a redução média de HbA1C ajustada para o placebo após 24 semanas em relação ao período basal foi de 0,7%. Mais do que o dobro de pacientes nesse grupo apresentaram níveis de HbA1c inferiores à meta de 7,0% recomendada pela Associação Americana de Diabetes (ADA) em comparação com o placebo (35% vs. 15% , respectivamente). Os pacientes com 75 anos de idade ou mais apresentaram resposta semelhante à observada entre os pacientes mais jovens.
Considerado uma epidemia global, o diabetes avança vertiginosamente. Segundo dados da International Diabetes Federation (IDF), mais de 246 milhões de pessoas em todo o mundo, o equivalente a 6% da população global, têm a doença. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) estimam que, em 2007, 3,8 milhões de mortes foram causadas pelo diabetes. De acordo com projeções, se medidas para conter seu avanço não forem tomadas urgentemente, o total de diabéticos chegará a 380 milhões em menos de 20 anos e as mortes crescerão mais de 50% nos próximos 10 anos.
O diabetes tipo 2 é uma doença difícil e complicada de tratar em pacientes idosos. O tratamento dessa população deve ser selecionado com cuidado, em vista da frequente presença de doenças concomitantes ou do uso de outros medicamentos. Atingir as metas glicêmicas desejadas e ao mesmo tempo evitar a hipoglicemia também pode ser um desafio em pacientes idosos com diabetes tipo 2, uma vez que a idade avançada é um fator de risco de hipoglicemia. O reconhecimento da hipoglicemia pode ser menos evidente nos idosos. Os sintomas de hipoglicemia podem incluir calafrios, tontura, sudorese, fome, cefaleia, palidez, alteração repentina do humor ou do comporta mento, movimentos anormais ou bruscos, convulsão, confusão mental e perda de consciência.
FONTE:
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