No tratamento a doenças agressivas, como o câncer, os cuidados multidisciplinares são essenciais. A equipe de enfermagem, por exemplo, cumpre papel preponderante nos hospitais ou em casos de atendimento domiciliar, dispensando assistência adequada e atenção, pontos importantes para aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Ânsia de vômito, desconfortos, aftas na boca e outras pequenas lesões são algumas das conseqüências da quimioterapia e da radioterapia. Os pacientes que passam por cirurgia têm ainda os curativos a renovar. Enfim, é necessário um respaldo competente para assegurar o máximo de bem-estar.
“Todos esses detalhes causam dores e incômodos num momento em que a pessoa já está fragilizada. Então, além da técnica, os profissionais precisam ter delicadeza, porque o paciente apresenta imunidade baixa e, em geral, tendência à depressão”, alerta Tiele Prieto, enfermeira do Ganep Lar (Divisão de Atenção Domiciliar do Ganep – Grupo de Nutrição Humana).
Parece banal, mas não é. A evolução do paciente oncológico depende em boa parte do conforto psicossocial. Quando tratado em casa, a correta administração de medicamentos para dores, como os analgésicos, e o foco na humanização da enfermagem fazem toda a diferença.
Tiele Pietro afirma que uma das dificuldades importantes é tratar de pacientes mais jovens, que ainda não têm maturidade para enfrentar a agressividade da doença. Alguns desenvolvem certa revolta e não aceitam os cuidados.
“Os enfermeiros ganham um papel ainda mais relevante nesses casos, pois mantêm mais contato com esse enfermo. É o tipo de jovem que só se sentirá seguro se tiver alguém para ampará-lo, que é a missão da enfermagem”.
Diante da gravidade o câncer, aliás, o atendimento domiciliar é um diferencial muito positivo. Todos os cuidados são voltados inteiramente para um único paciente, ao contrário do que ocorre em um hospital, onde as equipes são responsáveis por assistir diversos casos simultaneamente. No Ganep Lar, por exemplo, há uma excelente estrutura multiprofissional. Médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas de primeira linha atuam em conjunto em busca dos melhores resultados aos pacientes.
“Um paciente com câncer em estágio avançado precisa da ajuda de terceiros e sua situação acaba deixando-o predisposto à depressão. Acabamos atuando inclusive nessa parte psicológica”, afirma Tiele Prieto.
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