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A tecnologia no diagnóstico de câncer de pulmão
12/12/2013

Nesta semana o cantor Reginaldo Rossi foi diagnosticado com câncer no pulmão, o resultado foi confirmado após uma biópsia feita no nódulo retirado da axila direita do cantor.

Normalmente, ligado ao câncer de mama, o nódulo na axila não significa que o lugar originário do tumor seja a mama. “Raramente um tumor de pulmão se manifesta através de metástases axilares. Nesses casos, a imuno-histoquímica, um método de análise histológica dos tecidos com o uso de anticorpos específicos, é importante para confirmar o pulmão como sítio primário e excluir mama”, comenta o patologista e presidente da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Carlos Renato Melo.

Antigamente, os médicos utilizavam o exame de escarro para diagnosticar os problemas clínicos no pulmão. Com as novas tecnologias, já é possível não só diagnosticar a doença, como a origem, o grau de gravidade e, ainda, prognosticar. Porém, mesmo com todos os avanços, os patologistas ainda encontram obstáculos no diagnóstico.“A maior dificuldade talvez seja o tamanho das amostras, que cada vez são menores. Na maioria dos casos, entretanto, essa dificuldade consegue ser contornada. Outra dificuldade decorre dos problemas de acesso, pois nem todas as lesões podem ser atingidas pelas agulhas para coleta de amostras”, diz Melo.

Números - De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em 2014 está previsto 16.400 novos casos da doença na população masculina. Em 2010 esse número era de 17.800 novos casos em homens. Associado diretamente com o tabagismo, a queda do número pode estar ligada a diminuição de fumantes no Brasil. Segundo dados do levantamento Nacional de Álcool e Drogas, o consumo de tabaco no Brasil caiu 20% de 2006 a 2012.

Estudos apontam que cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão em homens estão relacionados com o tabagismo e outros fatores de risco. Comparado a não fumantes, o hábito de fumar está associado ao aumento do risco de diversas doenças. “A propensão de adquirir uma doença coronariana é de duas a quatro vezes maior, derrame idem, câncer de pulmão em homens 23 vezes mais, em mulheres, 13 vezes. Morte por doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema e bronquite) 13 vezes também”, avalia a patologista da SBP, Thais Mauad.


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