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Unimed Santos planeja construção de centro médico em dois anos
26/10/2017

Veja entrevista com Claudino Guerra Zenaide, diretor-presidente da empresa

Prestes a completar 50 anos em dezembro, a Unimed-Santos imprime ares de modernidade. A pioneira cooperativa médica brasileira aguarda apenas aval da administração municipal santista dar continuidade no plano de expansão da marca na região: a construção do centro médico de 7 andares, com mais de 10 mil metros quadrados. 

A unidade está alinhada aos mais contemporâneos conceitos de sustentabilidade e humanização no atendimento de saúde. O complexo com custo aproximado de R$ 50 milhões deve ter as obras iniciadas no primeiro bimestre do ano que vem. Desse total, cerca de 25% serão destinados ao aparelhamento do centro de especialidades. 

A expectativa é que a nova sede seja finalizada em até 24 meses após o lançamento da pedra fundamental. A unidade será erguida em apenas numa fração do terreno próprio na Vila Mathias, onde hoje já são realizados alguns serviços do plano de saúde privado. 

Entrevista

A frente do principal plano de expansão da marca, o diretor-presidente da Unimed Santos, Claudino Guerra Zenaide, é defensor da melhora dos serviços prestados pela saúde suplementar. Ele indica que o sucesso obtido é fruto da filosofia adotada desde o início da cooperativa, colocando em primeiro lugar o paciente e o médico. Confira abaixo entrevista:

Existe hoje um excessos de pedidos de exames. Até que ponto isso encarece os serviços?
Cerca de 30% dos exames são considerados gordura, ou seja, são procedimentos pedidos em excessos, sem necessidade. Acontece também exames da moda. Hoje, são os para verificar a dosagem de vitamina D no organismo. Até ortopedista está pedindo esse tipo de exame. Nesse ano, foram gastos mais de R$ 3 milhões só em exames de vitamina D. E isso acontece pela indústria farmacêutica para aumentar as vendas. Se você for hoje em qualquer consultório médico vai encontrar amostras grátis de vitamina D. O resultado de mais de 90% desses exames é normal. Claro, que existem patologias específicas que precisam dosar a vitamina D, porque existe uma alteração metabólica. Outro procedimento que aumenta essa gordura é a ressonância magnética. 

Essa 'gordura' é repassada ao usuário. Como reverter?
Estamos empoderando o usuário para mostrar que é ele que paga essa conta. Há ainda uma visão de que, já que paga o plano de saúde, pode pedir todos os exames que tem direito. Isso pode ser feito, mas que vai pagar essa conta maior mais a frente, pois todo ano é feito o reajuste com base à utilização do sistema. A coparticipação é uma maneira de reduzir esse fenômeno. Ou seja, toda vez que você vai ao médico paga uma taxa. Assim, reduz um pouco esse ímpeto. Por isso é importante empoderar o usuário. Afinal, por mais custoso que seja o exame não sai caro se o paciente precisar. O exame barato torna-se caro se ele não precisar fazer. Uma prática adotada pela Unimed é fazer reuniões mensais com determinadas especialidades. No encontro, mostramos a cooperativa como está, a saúde financeira, a diretoria é totalmente transparente. E a gente aproveita também para convencer o colega que ele deve fazer aquilo que o paciente precisa.

O que explica esse elevado número de exames? Seria a má formação desse profissional?
Não é por falta de conhecimento desse profissional. Mas o medo da judicialização da medicina. Seria uma forma de proteção do médico, pedindo uma gama de exames. Mas olha, a proteção maior para o médico é a empatia dele com o paciente. Se o médico tiver empatia, respeitar e dar a atenção que o paciente precisa, por menor a capacidade que ele tenha para conduzir o diagnóstico, ele não terá problemas futuro. É preciso colocar a mão no paciente. O pedido de muito exame não é solução. Outra explicação é o ganho por produção. Ele precisa produzir muito para ter um ganho razoável. 

Qual o peso da inadimplência na partilha da mensalidade dos planos de saúde?
Nos planos de saúde, a inadimplência é baixa. Tanto que nem faz parte das nossas preocupação. Isso porque existe um regramento (da ANS). A pessoa jurídica se atrasar 30 dias, podemos suspender o atendimento. Já a pessoa física, o prazo de suspensão é de 60 dias. Isso faz com que reduza muito a inadimplência, porque o beneficiário precisa usar os serviços médicos.

 

Qual sua opinião sobre o custo maior para o idoso?
O estatuto do idoso engessou muito esse procedimento. Acho que alguma coisa precisa ser mudada no Congresso Federal nesse sentido. Já existe a discussão para ser votada entre os deputados de tentar haver alguma mudança. A ideia é cobrar um modo mais adequado do idoso, mais parcelado. A regra anterior era que a partir dos 59 anos haveria um aumento de quase 100% no plano de saúde. Não pode ser assim. Fazer o jovem pagar mais, como propõe outra corrente, é bom apenas no ponto de vista teórico. Na prática, o jovem não iria tirar dinheiro do bolso para pagar algo que não vai usar no seu dia a dia. 

Construir unidades próprias seria uma alternativa para a sustentabilidade dos planos de saúde?
É uma distorção, mas que tem se mostrado necessária. O negócio da Unimed é prestar um bom atendimento aos seus clientes. Quando ela constrói uma unidade, ela foge de seu propósito. Mas se não fizer, não sobrevive. 


Fonte: https://goo.gl/UwFqJ5