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Falta de radiofármacos impede realização de exames médicos
19/01/2010

Sociedade Brasileira de Biologia, Medicina Nuclear e Imagem Molecular
www.sbbmn.org.br

COMUNICADO

Crise na Medicina Nuclear se agrava ainda mais
Pacientes e clínicas arcam com prejuízos à saúde e financeiros

“Em janeiro de 2010, a crise no fornecimento de material radioativo que afeta diretamente os pacientes que necessitam de exames de Medicina Nuclear chegou a seu patamar mais grave em função da falta de material radioativo para a realização de cintilografias, um dos métodos mais modernos de diagnóstico usado em várias áreas, como Oncologia, Cardiologia, Neurologia, Nefrologia, entre outras”, alerta o dr. José Soares Jr, presidente da Sociedade Brasileira de Biologia Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SBBMN).

Em maio de 2009, a MSD Nordion, principal fornecedor mundial de molibdênio-99, substância radioativa usada em 80% dos exames de Medicina Nuclear, as cintilografias, teve problemas em seu reator no Canadá e interrompeu o fornecimento. Com isso, no Brasil, pelo menos 5 mil pacientes por dia estão deixando de fazer seus exames, o que causa um prejuízo incalculável para a saúde. Além disso, este material é usado por cerca de 350 clínicas brasileiras, que estão arcando com prejuízos financeiros por não realizarem os exames.

Até o final de 2009, 30% do molibdênio-99 consumido no Brasil vinha da Argentina, e outra parte da África do Sul e de Israel, o que já não atendia a demanda do país. Essa importação cobre de 50% a 60% da necessidade nacional. Mas, em janeiro de 2010, a Argentina parou sua produção para manutenção programada do reator, o que agravou ainda mais a situação. Neste momento, apenas 30% da demanda está sendo atendida e muitos serviços de saúde nem estão realizando exames.

“É necessário encontrar uma solução definitiva e rápida”, enfatiza o dr. José Soares Jr, que completa: “No Brasil, a compra e distribuição de materiais radioativos são monopólios da União e estão centralizadas na Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia”. Ações contínuas e voltadas para a busca de novas alternativas para minimizar a falta de radiofármacos são necessárias para dar continuidade ao atendimento aos pacientes e reduzir o déficit no número de procedimentos. Essas ações incluem planejamento estratégico, medidas administrativas e tomada de decisões de caráter emergencial, envolvendo a liberação ágil de recursos financeiros, necessários para o custeio dos processos de importação dos radiofármacos.

Na lista de ações a longo prazo para resolver definitivamente a crise no abastecimento de substâncias radioativas está a liberação de recursos para o projeto do Reator Multipropósito Brasileiro, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), órgão ligado à CNEN.

Informações à Imprensa – Suzi Castanheira (MTb 16985)
Tel. (11) 2063.9393 e 9195.0882 – Email suzi@comunica.inf.br


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