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Aspirina reduz risco de derrames em mulheres e de infarto em homens.
02/01/2006

Uma análise de diversos estudos indica que o uso de Aspirina reduz significativamente os riscos de ocorrências cardiovasculares em homens e mulheres. O medicamento diminui o risco de derrames em mulheres e de ataques cardíacos em homens, de acordo com um estudo publicado na edição de 18 de janeiro de 2006 do JAMA (Journal of the American Medical Association).

Com base em estudos clínicos prévios envolvendo a Aspirina, os pesquisadores Jeffrey S. Berger, M.D., M.S., da Universidade de Dunkan, Durham, N.C., e seus colegas elaboraram uma meta-análise específica para os sexos masculino e feminino sobre o tratamento com Aspirina na prevenção de problemas cardiovasculares. Os pesquisadores analisaram seis experimentos totalizando 95.456 pessoas, sendo que três estudos incluíram apenas homens, um incluiu apenas mulheres e dois incluíram ambos os sexos.

Entre 51.342 mulheres, os pesquisadores identificaram 625 derrames, 469 ataques cardíacos e 364 mortes cardiovasculares. O tratamento com Aspirina foi associado a uma redução de 12% dos eventos cardiovasculares e de 17% dos derrames, como reflexo de uma redução de 24% em derrames isquêmicos. Entretanto, não foram constatados efeitos positivos no que diz respeito a ataques cardíacos ou mortes cardiovasculares.

Dos 44.114 homens pesquisados, foram contabilizados 597 derrames, 1.023 ataques cardíacos e 776 mortes cardiovasculares. O tratamento com Aspirina foi associado a uma redução de 14% em eventos cardiovasculares e de 32% em ataques cardíacos. Não houve efeitos significativos em derrames ou mortes cardiovasculares.

Os autores concluíram também que o tratamento com Aspirina durante uma média de 6,4 anos resulta na prevenção de três eventos cardiovasculares para cada 1.000 mulheres e de quatro eventos cardiovasculares para cada 1.000 homens.

“O efeito favorável de Aspirina no risco combinado de eventos cardiovasculares para mulheres e homens é evidente nestes estudos randomizados. O uso de Aspirina é também associado a um risco significativo de sangramento em ambos os sexos, mas tanto os efeitos positivos quanto negativos devem ser considerados pelo médico e o paciente antes de iniciar o uso do medicamento para a prevenção primária de doenças cardiovasculares para ambos os sexos”, concluíram os autores do estudo.

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