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Pacientes não se dão conta da gravidade do Colesterol alto e das "metas" que deveriam alcançar
14/08/2006

Muitos pacientes que recebem o diagnóstico de colesterol alto queixam-se de não terem sido informados ou não se lembrarem de seu nível de colesterol (52%) ou da meta que precisavam atingir (68%) e 74% mostraram-se incapazes de relacionar ”ataque cardíaco” a uma das conseqüências do colesterol alto.  Esses achados preocupantes foram revelados pelo From the Heart 1, um recente estudo internacional de grande escala que analisou as atitudes de médicos de família e pacientes que receberam o diagnóstico de níveis elevados de colesterol, apresentado na International Society of Atherosclerosis em junho. Os achados ilustram que existe uma notável lacuna de comunicação entre as percepções dos médicos e dos pacientes quanto ao colesterol alto e seu tratamento, e uma falta de entendimento, por parte destes últimos, de sua associação com o risco de doença cardiovascular (DCV).
A doença cardiovascular (DCV) é a principal causa de morte em todo o mundo, responsável por 17 milhões de mortes a cada ano, matando aproximadamente 30 pessoas por minuto 2. O colesterol alto é um grande fator de risco para a DCV.  No entanto, os achados do levantamento revelam que existe, em geral, falta de compreensão por parte do paciente dos perigos do colesterol alto, apesar de os médicos acreditarem que os pacientes estão bem informados:
·          Quase todos os médicos (99%) relataram que têm o hábito de informar seus pacientes sobre níveis de colesterol por ocasião do diagnóstico, e que 68% de seus pacientes receberam uma meta específica a ser atingida para diminuir seu colesterol para um nível ”saudável”.
·      Entretanto, muitos pacientes reclamam de que não foram informados ou não conseguem se lembrar de seu nível de colesterol (52%) ou meta (68%).
·      Três quartos (74%) dos pacientes mostraram-se incapazes de indicar ”ataque cardíaco” como conseqüência do colesterol alto.
·      Muitos pacientes não ficaram chocados (72%), nem preocupados (64%), nem bravos (84%) ou apreensivos (30%) ao receberem o diagnóstico de colesterol alto, e 45% não sentiram nenhuma emoção forte.
·      Embora somente 48% dos pacientes atinjam as metas de colesterol, 61% dos médicos acreditam que um número suficiente de pacientes alcança suas metas, e 42% não se sentem pressionados a fazer com que seus pacientes atinjam as metas.
“A falta de entendimento dos pacientes quanto aos perigos do colesterol alto e da doença cardiovascular decorrente impõe um enorme desafio para os profissionais da saúde e pode contribuir para os baixos níveis de adesão dos pacientes aos tratamentos e às mudanças de estilo de vida,” afirma o Professor Richard Hobbs, Professor de Clínica Geral da Universidade de Birmingham, Reino Unido, co-autor do levantamento. 
Esses dados surpreendentes reiteram a importância, tanto para o médico quanto para o paciente, de estar com suas informações atualizadas sobre as opções de tratamento disponíveis e trabalhar lado a lado para diminuir o colesterol até um nível saudável. O colesterol elevado é um dos riscos de DCV mais fáceis de controlar: alguns tratamentos de redução do colesterol, como os modernos tratamentos à base de estatinas, demonstraram ser capazes de diminuir o mau colesterol pela metade e elevar o bom colesterol, sendo eficazes em doses baixas para mais de oito em cada dez pessoas na redução dos níveis de colesterol para um índice saudável. 3,4

“Os médicos devem se comprometer com a educação de seus pacientes, informando-os sobre as implicações do colesterol alto e sobre a importância de se atingir a meta”, acrescenta o Professor Leif Erhardt, do Departamento de Cardiologia da Universidade de Malmö, Suécia, co-autor do levantamento. “É essencial que as pessoas que estejam correndo risco de DCV saibam qual é o seu nível de colesterol, qual deveria ser e qual a melhor maneira de diminuí-lo ou mantê-lo estável.

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