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Ressonância magnética ortopédica sem claustrofobia.
18/04/2006
Chega ao Brasil o Ortho-one para exames de ressonância magnética de extremidades. O paciente fica sentado e pode até ler ou escutar música, pois a quantidade de ruído é bem baixa.
Exames em equipamentos fechados de ressonância magnética geralmente causam uma sensação de desconforto. A necessidade do paciente ter seu corpo quase inteiro dentro do túnel da máquina, na região central onde há a captação de imagem, ocasiona um certo grau de claustrofobia em todas as pessoas. Além disso, os sons produzidos pelas máquinas e a necessidade de manter-se imóvel durante o exame, que tem duração média de 35 minutos, amplificam os temores do paciente.
Este desconforto também ocorre mesmo no caso de exames de extremidades como joelho, mão, punho, cotovelo. Nestes últimos, o posicionamento do paciente é por muitas vezes desconfortável e muitos pedem para interrromper. E, quando feitos em equipamentos abertos de corpo inteiro, estes exames costumam ter qualidade inferior de imagem devido ao baixo campo magnético.
Mais esporte, mais exames -
De acordo com Israel Schleif, diretor da Medikol, 50% a 70% do total dos exames de ressonância magnética referem-se a exames de músculo esquelético, sendo a maioria de exames de extremidades. "O aumento da prática esportiva na busca da qualidade de vida ocasionou também um crescimento de exames de extremidades, geralmente relacionados a lesões em articulações joelho, cotovelo e tornozelos".
De olho neste mercado, a Medikol traz ao Brasil o Ortho-one, equipamento de Alto Campo 1T (um tesla) fabricado pela ONI Medical Systems, Inc. (Boston USA), para realização de exames de ressonância nas extremidades do corpo: pé, tornozelo, joelho, mão, punho, cotovelo.
As características do Ortho-one fazem com que não exista a necessidade do paciente ter parte do seu corpo no túnel da máquina, fator que gera mais conforto e elimina eventuais sensações claustrofóbicas. De acordo com Schleif, o paciente fica sentado em posição confortável e pode até ler ou escutar música, pois a quantidade de ruído é bem baixa.
Por tratar-se de um equipamento de alto campo, a imagem gerada pelo Ortho-one é de melhor qualidade, podendo dar mais detalhes dos tecidos examinados e, por conseqüência, uma maior precisão nos diagnósticos.
O equipamento Ortho-one permite a realização de tele-radiologia por ser Dicom compatible o que facilita sua instalação em novos departamentos e serviços, tais como pronto-socorros ou clínicas ortopédicas, e as imagens podem ser enviadas ao radiologista.
Vantagens para clínicas e pacientes -
Outro importante benefício para clínicas e pacientes, é que o equipamento Ortho-one oferece um menor custo de aquisição se comparado a uma ressonância de corpo inteiro. O custo de instalação também é menor pois requer menos espaço físico para instalação e infra-estrutura .
Porém, entre as maiores vantagens estão os custos operacionais e de manutenção mais baixos que qualquer equipamento de corpo inteiro, com a possibilidade de realização de mesma quantidade de exames dia. "Estas características acabam tendo um impacto econômico importante, pois o número de exames por dia para se pagar o equipamento e manutenção pode ser de 4 a 5 vezes menor", garante Schleif.
Em Wimbledon, em Turim e no Brasil -
O Ortho-one vem sendo amplamente utilizado por centros ortopédicos e entidades esportivas internacionais, como o Centro de Wimbledon e o Comitê Olímpico de Turim, que disponibilizou o aparelho durante as Olimpíadas de Inverno 2006.
No Brasil, o centro de diagnósticos Delboni Auriemo já providenciou a aquisição de seis aparelhos Ortho-one para suas unidades em São Paulo e Curitiba, e a Clínica Imagem em Florianópolis também contará com um equipamento.
NR -
O Ortho-one terá seu lançamento oficial durante a 36ª Jornada Paulista de Radiologia, que ocorre de 20 a 23 de abril, no ITM-Expo, em São Paulo.
Fonte:
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