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Gerente-Geral da ANS debate os altos índices de cesariana no setor
13/09/2006

A Gerente Geral Técnico-Assistencial de Produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Karla Santa Cruz Coelho, participou do 44o Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto, onde debateu com outros especialistas da área obstétrica o tema Parto Normal x Cesariana. O evento foi realizado no Rio de Janeiro, no dia 31 de agosto.

Alexandre Trajano, médico do Hospital Universitário Pedro Ernesto, discutiu as evidências científicas e as representações sociais sobre o tema, destacando os altos índices de cesariana no Brasil, os riscos inerentes a cada tipo de parto e os mitos que envolvem a assistência obstétrica. Alexandre apresentou alternativas para reversão do quadro atual, ressaltando a institucionalização da assistência ao parto como estratégia para redução de cesarianas desnecessárias.

Ana Tereza Miranda, também médica do Hospital Universitário Pedro Ernesto, destacou o direito à informação e à escolha na assistência ao parto, discutindo temas polêmicos como se é ético ou não um obstetra realizar uma cesariana a pedido da paciente, mesmo sem indicação clínica.

No final, Karla Coelho abordou o papel do Estado e da ANS na defesa do interesse público no setor de saúde suplementar, ressaltando que a Agência atua em consonância com a Política Nacional de Saúde. A Gerente-Geral apresentou a Política de Qualificação adotada pela ANS para todos os atores do setor de saúde suplementar, destacando os altos índices de cesariana nesse segmento. Karla Coelho também levantou questões que podem estar influenciando estas taxas e apresentou as propostas adotadas pela Agência para a redução das cesarianas desnecessárias de acordo com o que é recomendado por organismos como a Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde. "Precisamos discutir mudanças no modelo de assistência à mulher na saúde suplementar, com o objetivo de promover um modelo que aborde a mulher em sua integralidade, respeite sua autonomia e encare a atenção perinatal dentro da perspectiva da humanização, de acordo com as políticas desenvolvidas pelo Ministério da Saúde", assinalou.

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