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Bradesco Saúde mira crescer 12% com pequenas e médias
03/06/2006

O foco da Bradesco Seguro Saúde , mais de um ano depois de parar de comercializar planos para pessoas físicas, é o lançamento de novos produtos para pequenas e médias empresas e a obtenção de um conseqüente aumento de participação no mercado, que hoje é de 42,6%. O plano de saúde da empresa foi apontado como um dos cinco melhores do Brasil, ao lado de Omint , Lincx Serviços de Saúde , SulAmérica e Amil , por uma pesquisa realizada pelo DCI, com 235 profissionais do setor.

Para atingir sua meta, a empresa está lançando, a partir desta quarta-feira, produtos nas praças de Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Salvador. Diante disso, a expectativa é crescer 12% em carteira em relação ao ano passado — hoje são 2,6 milhões de vidas — e chegar a um faturamento de R$ 3,8 bilhões até o final de 2006, comparados aos R$ 3,6 bilhões alcançados em 2005. Segundo o diretor-geral da Bradesco Saúde, Heráclito de Brito Gomes Junior, como todo o mercado está de olho no segmento de pequenas e médias empresas para expansão, houve a necessidade de diferenciar-se. “Nossos produtos têm conceitos diferentes de participação e franquias e contam com muitas inovações na rede de cobertura”. Nas grandes empresas, segundo Junior, já não há muito mercado, porque os planos já estão acomodados. Mesmo assim, a Bradesco já tem uma participação importante nesse segmento. “Prestamos assistência para 32 das 100 maiores empresas empregadoras”, explicou.

O executivo acredita que a empresa teve destaque na pesquisa porque a oferece um produto diferenciado, principalmente nos planos empresariais, que são responsáveis por 87% de sua carteira, hoje. “Temos um nível de cobertura e uma qualidade que atende às expectativas dos modelos de gerenciamento das empresas. Estamos na vanguarda em relação ao atendimento dessas companhias”, analisou Junior.

Um exemplo citado é o investimento que a Bradesco tem feito em sistemas de informação. Segundo Junior, grande parte do montante destinado às despesas administrativas — que chega a R$ 200 milhões — é designado à tecnologia. Este é um dos programas adotados pela Bradesco, há três anos, e que tem investimentos todo o ano para adaptação, segundo o diretor, deixando as empresas confortáveis na questão de gerenciamento de promoção à saúde. Tal estratégia tem sido adotada por quase todas as empresas do segmento a fim de diminuir os custos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

“Essas informações possibilitam priorizarmos os tipos de programas a serem realizados, com que público ele deve ser feito dentro da empresa e até os programas diferentes para regiões diferentes”, afirmou Junior.

Outro sistema com permanentes investimentos é o software Fams, da IBM , que auxilia na consolidação dos dados estatísticos da rede. “O sistema atende às expectativas do prestador, que tem à mão, facilmente, as informações do paciente, do cliente, que não enfrenta mais a demora e a burocracia de um atendimento e ainda ajuda o controle de fraudes”, explicou o diretor-geral.

ANS

A opinião do diretor-geral da Bradesco em relação ao reajuste de 8,89% para os planos de pessoas físicas estipulado pela Agência Nacional de Saúde (ANS), vai de encontro à de todo o mercado.

“O aumento é insuficiente para cobrir a variação de custos médico-hospitalares. O governo e os órgãos reguladores têm de entender que a inflação médica é duas a três vezes superior à inflação normal e que isso ocorre no mundo inteiro”.

Segundo Junior, a forma como é calculado o reajuste hoje pode ser muito boa para algumas operadoras e muito ruim para outras. “Tudo depende dos investimentos, da região, da gestão das empresas. Deveria ser olhada a realidade de cada carteira. Dessa forma não faz sentido nenhum”, completou o executivo.

O reajuste da ANS incide sobre 80 mil usuários do Bradesco hoje, que são aqueles que já tinham o plano. O diretor-geral da empresa afirmou também que a Bradesco Saúde não tem planos concretos de voltar a atuar no mercado de planos individuais.

“O mercado todo está em compasso de espera para saber as resoluções que serão tomadas no segmento. Nós, por enquanto, não temos planos definidos”, concluiu Junior.

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